e afinal das contas, se o mundo acabar hoje, tudo bem... "to die by your side, well the pleasure and the privilege is mine".
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
17
andei lendo essa semana. li umas linhas nossas, li poemas, algumas citações, os livros da mamãe, e principalmente, li o que se escrevia por aí. reclamações nas redes sociais, resoluções inesperadas de fim de ano, desabafos, um amigo ou outro, li tudo que era letra ao meu redor, tudo que pude alcançar. agora, ao me sentir bem alimentada dessas palavras, percebo em mim um denso sentimento de inerência. não faço parte de (quase) nada que foi dito. nada que foi escrito. nenhuma das reclamações me atingem, nenhuma das resoluções me são necessárias. nenhum versinho bukówskiano faz jus ao que sinto agora, e com todo meu respeito à esse senhor, mas o meu pássaro azul, eu já libertei da gaiola. pensei em não escrever outro texto de amor, mas é impossível quando amor é tudo que eu sou agora. tudo que eu sempre fui e sempre neguei ser. e também me sinto tão tola em achar que liberdade era fazer o que eu quisesse, na hora que quisesse. amor e liberdade andam juntos, e porque amo, sou livre pra ser quem eu sou. não quem eu quero ser, pois que essa é uma projeção inválida de desejos perenes, vindos de um eu materialista, mas quem eu realmente sou e não posso evitar ser: eu sou a verdade. a minha verdade. e ser sua própria verdade é ser livre. o amor me trouxe liberdade. ele mostrou o melhor de mim, me levou a limites, me pôs em guerra, gerou conflitos, euforias, orgasmos e dúvidas, e fez com que eu testasse todos os lados de quem existia aqui dentro. e depois de ultrapassar todos os obstáculos, de vencer toda a mesquinharia do mundo ao meu redor, o amor me presenteou com a paz. na sua forma mais bonita, mais limpa, mais utópica, mais justa. não me acomodo em dizer que tudo está certo para sempre, sei não ter chegado ainda na maior das montanhas, mas a certeza de estar no caminho certo torna o jugo do homem muito mais leve. vejo o futuro como um desafio para o qual eu estou afiada, ensaiada, pronta. e enquanto todos se preocupam com as coisas que não se pôde dizer, com os dessabores, e o desejo de que o ano simplesmente acabe logo, eu venho ali, inerte. feliz, amada e tranquila. arduamente desejando que o ano a se iniciar continue assim, evolua, cresça, fortifique-se, e traga consigo os bons frutos desse ano bonito que passou. é definitivo, cansei de correr na direção contrária.
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