antes, parece vir a tona um furacão
durante, nem pensamos dentro do tufão
depois, foi só mais uma brisa de verão
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
18
uma das muitas certezas de que te amo vêm de não termos uma música nossa, amor. já ouvi álbuns inteiros a procura da melodia que retrate nosso carinho, em vão. eu sei que é amor porque amor é raro, porque é único, não se encontra em qualquer esquina ou qualquer versinho. porque só acontece uma vez na eternidade e não é para todos. porque ainda não achei a nossa música.
e talvez eu devesse afinar o violino e tentar te cantar por mim mesma.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
17
andei lendo essa semana. li umas linhas nossas, li poemas, algumas citações, os livros da mamãe, e principalmente, li o que se escrevia por aí. reclamações nas redes sociais, resoluções inesperadas de fim de ano, desabafos, um amigo ou outro, li tudo que era letra ao meu redor, tudo que pude alcançar. agora, ao me sentir bem alimentada dessas palavras, percebo em mim um denso sentimento de inerência. não faço parte de (quase) nada que foi dito. nada que foi escrito. nenhuma das reclamações me atingem, nenhuma das resoluções me são necessárias. nenhum versinho bukówskiano faz jus ao que sinto agora, e com todo meu respeito à esse senhor, mas o meu pássaro azul, eu já libertei da gaiola. pensei em não escrever outro texto de amor, mas é impossível quando amor é tudo que eu sou agora. tudo que eu sempre fui e sempre neguei ser. e também me sinto tão tola em achar que liberdade era fazer o que eu quisesse, na hora que quisesse. amor e liberdade andam juntos, e porque amo, sou livre pra ser quem eu sou. não quem eu quero ser, pois que essa é uma projeção inválida de desejos perenes, vindos de um eu materialista, mas quem eu realmente sou e não posso evitar ser: eu sou a verdade. a minha verdade. e ser sua própria verdade é ser livre. o amor me trouxe liberdade. ele mostrou o melhor de mim, me levou a limites, me pôs em guerra, gerou conflitos, euforias, orgasmos e dúvidas, e fez com que eu testasse todos os lados de quem existia aqui dentro. e depois de ultrapassar todos os obstáculos, de vencer toda a mesquinharia do mundo ao meu redor, o amor me presenteou com a paz. na sua forma mais bonita, mais limpa, mais utópica, mais justa. não me acomodo em dizer que tudo está certo para sempre, sei não ter chegado ainda na maior das montanhas, mas a certeza de estar no caminho certo torna o jugo do homem muito mais leve. vejo o futuro como um desafio para o qual eu estou afiada, ensaiada, pronta. e enquanto todos se preocupam com as coisas que não se pôde dizer, com os dessabores, e o desejo de que o ano simplesmente acabe logo, eu venho ali, inerte. feliz, amada e tranquila. arduamente desejando que o ano a se iniciar continue assim, evolua, cresça, fortifique-se, e traga consigo os bons frutos desse ano bonito que passou. é definitivo, cansei de correr na direção contrária.
e afinal das contas, se o mundo acabar hoje, tudo bem... "to die by your side, well the pleasure and the privilege is mine".
domingo, 28 de outubro de 2012
16
eu te amo e quero te dar tudo. eu te amo e nas segundas uso tua toalha. eu te amo e nunca canso de olhar teu arco-íris em cima da cama. eu te amo e em cada ausência descubro em mim marcas da tua presença. eu te amo e agradeço pelas poucas ausências. eu te amo e só penso em comprar tuas coisas preferidas quando vou ao mercado. eu te amo e minha vida faz mais sentido contigo. eu te amo e prometo usar o cabelo preso mais vezes. eu te amo e por você juro que vou aprender a dormir com todas as luzes apagadas. eu te amo e nunca me incomodo em te ajudar. eu te amo e tenho feito bolos aos domingos. eu te amo e sempre tenho vontade de escrever pra ti. eu te amo e amo ainda mais te amar. eu te amo e tenho procurado por vestidos de casamento. eu te amo e gosto de ouvir a chuva contigo. eu te amo e quando não estás aqui a cama fica tão vazia que dá eco. eu te amo e já sequei tuas lágrimas de beijo. eu te amo e dá um friozinho na barriga só de pensar em tudo que temos pra viver. eu te amo e acho inconcebível não teres a certeza desse amor. eu te amo e nada me embala pra dormir como o teu abraço. eu te amo e teu cabelo é lindo. eu te amo e tenho orgulho de ti sempre. eu te amo e choro de felicidade todos os dias. eu te amo e nossas vidas combinam. eu te amo e tudo a teu respeito me interessa. eu te amo e és única. eu te amo e quero te fazer feliz até explodir. eu te amo e tens cheiro de menta e mel. eu te amo e estremeço a cada olhar teu. eu te amo e acho a coisa mais linda do mundo te ver brincando com o nosso cachorrinho. eu te amo e me fazes querer ser melhor como pessoa. eu te amo e amo tua forma de pensar sobre o mundo. eu te amo e sou grata por ter alguém que me entenda tão fundo, tão claro. eu te amo e quero beijar teu sorriso todo dia. eu te amo e nossos rostos encaixam. eu te amo e tenho a cada dia um motivo a mais pra justificar o meu amor, e, por fim, eu te amo e pela primeira vez na minha vida, eu posso falar isso pra alguém, de boca cheia, e ter certeza que sou amada de volta. eu te amo.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
15
ontem ao te ver dormir, mil palavras brotaram em meus dedos, ávidos a te escrever, mas me contive. mesmo transbordando tantos sentimentos novos, tão escrevíveis pulsares, guardei tuas linhas pra outra hora e voltei pra cama. que naquela tinha ainda mais amor pra viver. respirar teu ar sereno de pisciana tranquila, sentir tua pele quente embaixo da colcha preto e branca, beijar tua nuca e cheirar teu cabelo molhado. te despertar mansinho e lembrar que sou do tamanho perfeito do teu abraço. colar meu rosto no teu, perceber cada abrir de olhos, sussurrar dentro da tua boca. ganhar um beijo sabor madrugada, te tocar e ser tocada e gemer baixinho enquanto te olho e te culpo de todo o meu prazer. sinto que chegou a hora de te dizer, de saciar tua curiosidade sobre o que eu estou pensando quando fico quietinha aninhada no teu colo. e quero fazê-lo em detalhes, como gosto, mas, meu amor, preciso começar dizendo que tenho vivido um paradoxo: que me despertas a inspiração de um livro inteiro de poemas, mas são sensações tão miudinhas, e complexas, e pessoais, e raras, e únicas, e inenarráveis, que a cada batida a mais do meu coração uma palavra a mais se perde nesse infinito de sentir. então peço que perdoe a infidelidade do meu vocabulário vulgar tentando contar a doçura do nosso amorzinho primaveril. e como é doce toda essa sintonia, vontade mútua de compartilhar o próprio eu, dar quem eu sou a um alguém que quero ter, que me é um mistério e ao mesmo tempo uma certeza, que me instiga e também apaziguá, que é a sede do meu coração naufrago. nunca antes havia entendido o que é isso de reciprocidade. de ser a pessoa preferida da minha pessoa preferida. de estar em sincronia com algo que vai além de quem eu sou, e de ser muito mais do que eu achava ser. sempre estive certa de que essa minha vida boêmia era uma fase de auto conhecimento, onde eu iria explorar fronteiras de mim, mas como eu estava errada, meu amor... contigo eu entendo que posso ser muito mais do que já imaginei, que devo sempre dar mais um passo, posso mais, sou mais. tua vida faz bem pra minha, assim como minha vida completa a tua. e agora tudo tem um gostinho diferente, uma luz diferente, um pouquinho mais de açúcar, um tanto mais de sol. tem um quê de novidade, e também de nostalgia, e um universo inteiro de coisinhas nossas. de pegar toalhas iguais, e deitar no chão pra ver uma centopeia, de assistir um fim de tarde, e voltar pra cozinha pra fazer cobertura de bolo, de aprender coisas novas, recortar figurinhas, mostrar nossas musicas preferidas, fazer origamis, ler meu livro preferido pra ti dormires, de dar naninha, e dar banho, e dar colo, e dar beijinho, e falar engraçado, e inventar joguinhos, e falar das nossa famílias, e do nosso passado e de tudo que já se sentiu e quis e pensou na vida toda, e se gostar até o ultimo fio de cabelo, até a ultima palma de pé laranja, até a ultima pintinha já decorada, e criar todo dia um pouquinho mais da nossa história, que é bonita de chorar. de chorar abraçadas de felicidade por tudo ser tão absurdamente certo, e, finalmente, poder acreditar que tudo faz sentido, que te ter na minha vida faz sentido. meu amor, sei que essas são apenas as minhas primeiras palavras tuas. mesmo assim, obrigada por me trazer tanta luz. por ser tão real. por fazer de mim mais do que eu sou. por me querer mais e mais todos os dias e principalmente, por me despertar o mesmo desejo. por descobrir comigo e ao mesmo tempo me ensinar o que é felicidade. obrigada por encantar a minha vida.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
14
pequena morena, não mais te escreverei. de fato, só escrevo agora pois que depois de tantas vírgulas dentro de mim, é uma doce surpresa ter encontrado meu tardio ponto final. o domingo de chuva e cerveja era a minha última chance, e a perdestes. sabias disso apenas no subjetivo, entretanto sabias. derramei minha última lágrima tua e agora venho a derramar as últimas palavras porque reencontrei meu novo amor, minha menina bonita. e depois da tormenta que nela causei, ainda tinha pra me oferecer um amor que me perdoou de imediato, que me acolheu e compreendeu. que continuava avassalador e fez esquecer qualquer ferida deixada, que nem minhas dores jamais se sentiram abandonadas outra vez, que eu já não sei mais o que é ausência. ah, pequena, meu novo amor, que já era grande, fez-se maior e fez-se bastar. tu também bastastes, mas meu novo amor não me sangra. e tu morena, me sangrastes a hemorragia. me doestes no fundo d'alma cativa. meu novo amor me apaziguou, me presenteou com a certeza de se ser feliz pelo que se é, de não mais ter que correr pra tentar alcançar teu ideal falho de mulher. o amor novo me beijou os olhos e eu beijei suas mãos e disse bem-vinda. que o novo amor me fez menos triste que tu. e tu, com teu sangue e tuas feridas, tu, com tuas ausências, nunca tentastes me fazer feliz.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
13 (only if we're drinking can you see my spark)
pequena morena, não te escrevo desde o primeiro de junho. de fato te escrevi nesse último mês mais do que nesse ano todo, mas para dizer o casual, o superficial, aquilo que me permites sentir. meu coração vai muito além, mas o fato é que eu parei de te derramar palavras porque encontrei um novo amor. um amor que me amou de imediato, que me cuidou e remediou. que chegou avassalador e curou as feridas que deixastes, que até elas se sentiram abandonadas na tua ausência, pequena. meu novo amor é grande, e meu novo amor não me basta. tu bastastes. mas meu novo amor não me sangra, e tu morena, me sangrastes a hemorragia. me doestes no fundo d'alma cativa. eu sei que não usas salto alto mas calçavas um agulha no dia em que subiu em cima do meu ego. meu novo amor me apaziguou, me devolveu a esperança de se ser feliz pelo que se é, de não ter jamais que correr pra tentar alcançar teu ideal falho de mulher. o amor novo me beijou os olhos e eu beijei suas mãos e disse adeus. pois que o novo amor me fez menos triste que tu. mas tu, com teu sangue e tuas feridas, tu, com tuas ausências e teu salto agulha, tu me fizestes mais feliz.
pequena morena, volto a escrever para contar que enganei-me sobre ti. hoje eu te entendo, te compreendo, te vejo limpo. enxergo teu ser nítido, sinto tua transparência. não reconheço mais o vilão de outrora, pelo contrário, vejo minha menina sorridente com a cabeça cheia de problema e um coração maior que si, teu cuidado irresponsável com meu amor remendado, teu cheiro de alecrim e manhã de domingo que enche de paz meu existir, teu tom de dúvida e hesitação que alimenta minhas tristezinhas de pôr-do-sol. afinal, esse sol alaranjado de fim do dia sempre vai me lembrar como és linda ao ir embora. tua ausência adormecida já faz parte de mim intrisicamente, teus olhares de desejo reprimido devoram-me sem querer, o que mais falar de ti? posso te conversar por dias seguidos, aunque eventualmente me faltem palavras, sempre terei algo a dizer. e é quando as palavras, fujonas que são, me deixam em apuros, que sinto precisar te falar com todo o meu corpo, com os olhos, boca fechada, as mãos que temem em se aproximar, pulsar quente em cada extremidade de mim. o conversar se materializa e forma nossa bolha, nosso oasis secreto, tão presente nesse passado cheio de marcas. lembra que discutimos o que era estar em paz? és parte de tudo que eu conheço de paz no meu coração. minha busca por ela tem fundações em ti, pequena. me desculpa te dar essa responsabilidade, preferia eu não sentir esse furacão atemporal que sempre põe abaixo minhas construções, eis que elas são falhas e não posso esconder tamanho sentir. é que já me é tão automático negar teu amor, que é quase como se ele não existisse. mas agora é diferente, agora tenho a chave do teu fecho. estamos bêbadas de combustível. bastaria um spark para explodirmos.
domingo, 3 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
11
vivo um amor a cada dia
e em vários dias o mesmo amor
mas todo dia ele é um novo
mesmo que não seja vivo
e em vários dias o mesmo amor
mas todo dia ele é um novo
mesmo que não seja vivo
10
pequena morena, tanto tanto tanto tanto te amei
e tanto chorei
e hoje, superei.
mas, porém
todos os dias me vêm
o medo de nunca tanto tanto tanto tanto
amar um outro alguém.
e tanto chorei
e hoje, superei.
mas, porém
todos os dias me vêm
o medo de nunca tanto tanto tanto tanto
amar um outro alguém.
9
4 23 e nessa particular insone partícula do tempo, ele, ardiloso, ao invés de avançar se retrocede. Como se cada grãozinho de areia fosse sugado de volta ao primeiro corpo da ampulheta, como se a própria gravidade tivesse efeito contrário. Isso tudo me atrai: O tempo, o esvair de areia, as partículas, os efeitos; coisas que são consideradas simples por em tudo estarem presentes, porém guardam em si uma complexidade tão grande que se percebe um afastamento do interesse em discuti-las. Chega pertinho, pra me contar ao pé do ouvido como se fosse romance, esse átomo no átomo, essa bobagem filosófica pós-apocalíptica. Quero ser seduzida por teorias neo-quânticas e jogos de xadrez, conversar depois de um orgasmo sobre astrofísica, formatos de estrelas, supernovas e supermassives. Conquista não meu coração, pois que não é ele quem me rege. Capta meu ar e abandona-me pensativa, que cada novidade me soa um 'eu te amo'.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
8
Hoje o dia tava tão azul que lembrei do teu perfume.
As luzes da cidade estavam ainda todas acesas na bem-vinda aurora de nuvens cinzas,
e o frescor da grama e da manhã não prevaleciam sob tua aura de maçã e rosa branca.
Quanto mais o dia crescia, quanto mais a cortina horizontal enevoada flutuava a leste,
mais azulinho ficava o mundo, mais teu era o meu eu.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
6
Já rasguei os bilhetinhos, já engoli as promessas.
Amanheceu meu dia, já beijei minhas estrelas,
Já saí da órbita daquela lua neon;
E deitar sozinha nas camas em que com ela me deitei, não mais me enche de dolosa nostalgia,
É só terno, como quem sopra brisa de almíscar em forma de aceno.
5
Desculpa dormir tão tarde, Mãe
É que hoje recebi a visita de um raiar de sol invertebrado
Provindo de memórias escondidinhas.
Achei engraçado, Mãe
Que dessa vez não chorei e nem quis.
Foi só doce, como essa manhã feita de baunilha, feita de canela.
Como um sopro de vida dentro do cárcere da solidão, ela chega;
Não que ainda seja bem-vinda, mas hoje em dia qualquer pouquinho de amor é saúde.
1 + 1
Eu despedaço
Em 100 pedaços de pétala flor,
10 facadas no coração,
1 beijo na amada que fica
Eu perdida em fragmento
Mas sou inteira
Inteiramente craquelada
Milhão de rostos na minha face
Bilhão de personagem na minha ca be ça
Em 100 pedaços de pétala flor,
10 facadas no coração,
1 beijo na amada que fica
Eu perdida em fragmento
Mas sou inteira
Inteiramente craquelada
Milhão de rostos na minha face
Bilhão de personagem na minha ca be ça
Bia Jorge, Bibs, Beatrice e muitos outros eus.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
1
me enxerga
me olha de verdade
com olhos tão vorazes
capazes
de milagres
acidentes maleáveis
eu sou mais que a sua gerência
me enxerga
não sou o que pareço
nem ao menos me importo
comporto
pureza
em defesa daqueles que amam
eu amo mais que a sua decência
me enxerga
sou feita de insanidade
minha é tua gargalhada
espalhada
no vento
me contento com tanto
eu rio mais que a sua dormência
me enxerga
mas me veja com vontade
mesma é a minha ética
esquelética
conhecendo
e metendo os pés pelas mãos
eu sei mais que a sua ciência
me enxerga
eu posso te deixar insano
te amar tranqüilo
ou omiti-lo
sem padrão
sem ter chão ou escudo
eu sinto mais que a sua carência
me enxerga
dentro de mim tem compasso
e amor pela arte
forte
absurdo
e em tudo eu tenho fé
eu quero mais que a sua ausência
me olha de verdade
com olhos tão vorazes
capazes
de milagres
acidentes maleáveis
eu sou mais que a sua gerência
me enxerga
não sou o que pareço
nem ao menos me importo
comporto
pureza
em defesa daqueles que amam
eu amo mais que a sua decência
me enxerga
sou feita de insanidade
minha é tua gargalhada
espalhada
no vento
me contento com tanto
eu rio mais que a sua dormência
me enxerga
mas me veja com vontade
mesma é a minha ética
esquelética
conhecendo
e metendo os pés pelas mãos
eu sei mais que a sua ciência
me enxerga
eu posso te deixar insano
te amar tranqüilo
ou omiti-lo
sem padrão
sem ter chão ou escudo
eu sinto mais que a sua carência
me enxerga
dentro de mim tem compasso
e amor pela arte
forte
absurdo
e em tudo eu tenho fé
eu quero mais que a sua ausência
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