segunda-feira, 1 de outubro de 2012
14
pequena morena, não mais te escreverei. de fato, só escrevo agora pois que depois de tantas vírgulas dentro de mim, é uma doce surpresa ter encontrado meu tardio ponto final. o domingo de chuva e cerveja era a minha última chance, e a perdestes. sabias disso apenas no subjetivo, entretanto sabias. derramei minha última lágrima tua e agora venho a derramar as últimas palavras porque reencontrei meu novo amor, minha menina bonita. e depois da tormenta que nela causei, ainda tinha pra me oferecer um amor que me perdoou de imediato, que me acolheu e compreendeu. que continuava avassalador e fez esquecer qualquer ferida deixada, que nem minhas dores jamais se sentiram abandonadas outra vez, que eu já não sei mais o que é ausência. ah, pequena, meu novo amor, que já era grande, fez-se maior e fez-se bastar. tu também bastastes, mas meu novo amor não me sangra. e tu morena, me sangrastes a hemorragia. me doestes no fundo d'alma cativa. meu novo amor me apaziguou, me presenteou com a certeza de se ser feliz pelo que se é, de não mais ter que correr pra tentar alcançar teu ideal falho de mulher. o amor novo me beijou os olhos e eu beijei suas mãos e disse bem-vinda. que o novo amor me fez menos triste que tu. e tu, com teu sangue e tuas feridas, tu, com tuas ausências, nunca tentastes me fazer feliz.
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